Para ler e ouvir 03.
No One- Alicia Keys
Aquele sublime torpor tomou-me de súbito enquanto ascendia até minha zona livre. Todas as minhas certezas esvaíram-se quando aquela melodia invadiu meus ouvidos. Lembrava-me de tudo aquilo que eu lutava para esquecer, toda aquela mediocridade insensata, toda aquela insensatez medíocre.
Senti a dor desenrolar-se pelo meu rosto em pesadas gotas de memórias. Sentia-me um completo idiota ao fazer aquilo, mas fiz, não havia volta. Sentei-me na cama e coloquei para fora tudo o que não convinha e olhei para aquela estante.
Kafka encarava-me com um ar zombeteiro. Situação ridícula. Gregor estava morto. Gregor estava morto. Não importava o quanto a irmã chorasse. Não importava o quanto o pai bancasse o Napoleão. Gregor estava ali.
A caneta escorregou-me dos dedos e foi como um tapa na cara para tudo aquilo. Toda aquela situação. Toda essa vassalagem não tinha razão de ser.
Dura vita, bella vita, sed vita.
Confirmei meu papel ridículo ao rever, no colégio, aquelas mãos. Mas não há mais sentimento.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Identidade. Supremacia. Ultimato.
Dress to KillAs memórias doentias de minha mente entorpecida ruborizaram-me a face. Ele me olhou de uma forma diferente da qual costumava olhar. Mas ele olhava para o outro lado, como se quisesse que eu o seguisse. Segui ao seu lado.
Suas mãos eram macias e alvas, alvas e macias. Gostava de tocá-las, mas isso não acontecia com frequência. Seu nariz me era agradável e sua boca era vermelha.
Apertei os nos dos meus dedos uns contras os outros. Entre uma e outra lata de cerveja matei-o com uma frieza repentina.
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Essas memórias doentias de minha mente entorpecida que insistem em ruborizarem-me a face. Ele olhara-me de uma forma diferente do usual. Sua mão tocara-me as costas e eu buscara o seu olhar. Mas ele olhava para o outro lado, como se quisesse que eu o seguisse. Seguira ao seu lado.
Suas mãos me pareciam macias e alvas, alvas e macias. Gostava de tocá-las, mas não acontecia muito. Seu nariz me era agradável e sua boca me parecia avermelhada.
Apertei meus dedos uns contra os outros. Entre um gole e outro de cerveja matei-o com uma frieza calculada.
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Obs.:À nível de curiosidade; essa é minha afilhada e vai aparecer aqui de vez em quando, porque eu amo as fotos dela. Acostumem-se.
sábado, 6 de setembro de 2008
Misantropia
That Green Gentlemen (Things Have Changed) (Tradução)
Panic At The Disco
Aqueles Cavalheiros Imaturos
Panic At The Disco
Aqueles Cavalheiros Imaturos
As coisas estão ficando bem estranhas.
Pequenas mortes em camas musicais.
Então parece que sou alguém que nunca conheci.
Você só vai ouvir falar desses crimes elegantes,
Que chegam aos seus ouvidos através de informantes.
Eles fazem fofoca de uma fonte não confiável.
Todo mundo chega lá e todo mundo encontra o caminho.
Eu nunca disse que sintia falta dela quando todo mundo a beijava,
Agora sou o único culpado.
As coisas mudaram pra mim, está tudo bem.
Me sinto o mesmo, sigo o meu caminho e eu digo.
Eu quero ir onde todos vão,
Eu quero saber o que todos sabem,
Eu quero ir onde todos se sintem o mesmo.
Eu nunca disse que eu deixaria essa cidade.
Eu nunca disse que eu deixaria esse lugar [cidade grande].
Um desafio sobre o qual não vamos discutir.
As coisas mudaram para mim, está tudo bem.
Me sinto o mesmo, sigo o meu caminho e eu digo.
As coisas mudaram para mim, está tudo bem.
Eu me sinto o mesmo e eu digo
(bom, as coisas mudaram para mim
Venham todos vamos dançar e cantar
Eu não estou dizendo que a culpa é toda minha
Venham todos apenas saber a musica e dizer)
As coisas mudaram para mim, está tudo bem
Me sinto o mesmo e eu digo
(bom, as coisas mudaram para mim
Venham todos vamos dançar e cantar
Eu não estou dizendo que a culpa é toda minha
Venham todos cantar em coro)
As coisas mudaram para mim, está tudo bem.
Me sinto o mesmo e digo
As coisas mudaram para mim, está tudo bem.
Me sinto o mesmo e digo
Eu estou no meu caminho e digo
As coisas mudaram para mim.
E viveu feliz para sempre.
Todas as lembranças daquele belo nariz esvaíram-se. É amizade.´
Gotas engolidas, bola pra frente. Um coração parou por uns instantes antes de que uma pequena centelha relembrasse-o de uma labareda. Sentou-se na escada de concreto e olhou para sua amiga.
Buscou-o com os olhos e ele estava abraçado a alguém, mas já não havia sentimento.
O que aconteceu?
Gotas engolidas, bola pra frente. Um coração parou por uns instantes antes de que uma pequena centelha relembrasse-o de uma labareda. Sentou-se na escada de concreto e olhou para sua amiga.
Buscou-o com os olhos e ele estava abraçado a alguém, mas já não havia sentimento.
O que aconteceu?
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Inconstância Pueril
O pequeno ser fitou a Árvore de Natal com seus imensos olhos marrons. A árvore havia se partido há muito e consertada com desprezo apenas pela conveniência de que estivesse ali. Mas, ainda assim, deixava o tenro ser maravilhado.
Aprendera os rudimentos da leitura por si só e preferiu esconder, porém, mais cedo ou mais tarde, tudo viria à tona. Na sua ignorância infantil, não tinha idéia de como isso seria assombroso para as cobras. Cobras estas que olhariam-no torto e destilariam pesadas acusações injustas. Mas a natalinas bolas vermelhas continuavam penduradas.
Olhou para a tela do computador. Dominara ao teclado e mouse, assim como aos livros, e colocara os maternos equívocos em xeque ao diferenciar as bandeiras. Um roxo hematoma dolorido surgira em seu imaculado e macio corpo como conseqüência da tentativa de alçar vôo pulando do sofá. Rudolph era uma farsa. Mas já não importava, o pequeno garoto havia cortado a rede de proteção da janela e atirado a tesoura por ela.
Não estava ciente da morte, tampouco da dor. Arrancara cada um de seus dentes de leite por si só, e assim continuaria pelo resto de sua inocência. Não temia o sangue, tocá-lo pela primeira vez não mudara sua conduta. Iria continuar quebrando a sua consciência.
Quase quebrara um dedo. A ginástica olímpica começava a agredir seu pequeno corpo, mas já assistia televisão, sem se lembrar do motivo do choro. Roeu uma unha.
Papai Noel sorria. O imaculado infante riu. A vida é realmente bela.
Aprendera os rudimentos da leitura por si só e preferiu esconder, porém, mais cedo ou mais tarde, tudo viria à tona. Na sua ignorância infantil, não tinha idéia de como isso seria assombroso para as cobras. Cobras estas que olhariam-no torto e destilariam pesadas acusações injustas. Mas a natalinas bolas vermelhas continuavam penduradas.
Olhou para a tela do computador. Dominara ao teclado e mouse, assim como aos livros, e colocara os maternos equívocos em xeque ao diferenciar as bandeiras. Um roxo hematoma dolorido surgira em seu imaculado e macio corpo como conseqüência da tentativa de alçar vôo pulando do sofá. Rudolph era uma farsa. Mas já não importava, o pequeno garoto havia cortado a rede de proteção da janela e atirado a tesoura por ela.
Não estava ciente da morte, tampouco da dor. Arrancara cada um de seus dentes de leite por si só, e assim continuaria pelo resto de sua inocência. Não temia o sangue, tocá-lo pela primeira vez não mudara sua conduta. Iria continuar quebrando a sua consciência.
Quase quebrara um dedo. A ginástica olímpica começava a agredir seu pequeno corpo, mas já assistia televisão, sem se lembrar do motivo do choro. Roeu uma unha.
Papai Noel sorria. O imaculado infante riu. A vida é realmente bela.
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Uma tarde no inferno
Para ler e ouvir:
My Chemical Romance - Teenagers
Se não falou, não falarei. Medíocre.
Não busquei seus olhos aguados, nem seu nariz profanado, nem suas mãos alvacentas, nem sua pele inconsistente como era costumeiro. Abri aquela publicação ridícula e sorri. Pequenez exonerada, bola pra frente. Poderia ter descido e buscado da melhor carne, mas optei(como sempre optava) por comer aquela massa oleada, justamente para ficar próximo ao cordeiro zebrado. Medíocre.
O sol queimava-me a face, protegi-me com a manga daquela segunda pele áspera e surrada. Por que eu sempre tenho que bancar o tolo? Simplesmente não sigo em frente? Que porra era aquela que eu fazia comigo mesmo e que eu fiz e vou continuar fazendo? Não vai parar. Medíocre
Encontrei uma bóia e me agarrei a ela, quando o pequeno pretensioso subiu, mas não ascendeu. Olhou para mim, um amigo frio percorreu minha espinha e senti lábios etéreos tocarem me a nuca.
Quisera eu ter-lhe para mim.
Fim.
My Chemical Romance - Teenagers
Se não falou, não falarei. Medíocre.
Não busquei seus olhos aguados, nem seu nariz profanado, nem suas mãos alvacentas, nem sua pele inconsistente como era costumeiro. Abri aquela publicação ridícula e sorri. Pequenez exonerada, bola pra frente. Poderia ter descido e buscado da melhor carne, mas optei(como sempre optava) por comer aquela massa oleada, justamente para ficar próximo ao cordeiro zebrado. Medíocre.
O sol queimava-me a face, protegi-me com a manga daquela segunda pele áspera e surrada. Por que eu sempre tenho que bancar o tolo? Simplesmente não sigo em frente? Que porra era aquela que eu fazia comigo mesmo e que eu fiz e vou continuar fazendo? Não vai parar. Medíocre
Encontrei uma bóia e me agarrei a ela, quando o pequeno pretensioso subiu, mas não ascendeu. Olhou para mim, um amigo frio percorreu minha espinha e senti lábios etéreos tocarem me a nuca.
Quisera eu ter-lhe para mim.
Fim.
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