segunda-feira, 7 de julho de 2008

atroM amlA amU eD oriáiD

Como velhas memórias as colinas se misturam com as nuvens. Eu olho para o relógio. Nada mudou desde que você se foi.
O céu vira uma mancha róseo-alaranjada e eu sinto o chão frio sob minhas costas nuas. Eu tento olhar em seus olhos novamente. Por favor, não olhe para cima e continue sorrindo ou eu vou chorar. A terra morta chora por não ter uma semente para germinar.
Seus olhos cristalinos já não são tão brilhantes. Por que está tão triste? Eu andei várias milhas antes de te encontrar, mas agora elas parecem tão distantes de mim pois estou com você. Eu quero segurar sua mão uma vez mais para então descansar. Deixe-os acenderem minhas velas, porque encontrei deus.

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