domingo, 3 de julho de 2011

Paranoia

Paranoia é o medo da noite

São os dias que passam

Marcas de um tempo que não volta

Voltas do relógio

Não se volta da morte



Paranoia é o fim

É a espera pelo fim

É o estar sozinho

É o frio que entra pelos ossos



Medo dos olhos que fitam o escuro

A cadeira que balança

O mundo que treme

É o pavor do toque



A lâmina brilhante de um ceifador

As mãos que se juntam

O coração que não bate

A chama que se acende na ponta

A ponta que se apaga no peito



Paranoia é o filho que não chega

Paranoia é o novelo de Ariadne

Os chifres de Medusas caladas

O silêncio que antecede o grito



Paranoia é a lágrima que não escorreu.

Nenhum comentário: