Paranoia é o medo da noite
São os dias que passam
Marcas de um tempo que não volta
Voltas do relógio
Não se volta da morte
Paranoia é o fim
É a espera pelo fim
É o estar sozinho
É o frio que entra pelos ossos
Medo dos olhos que fitam o escuro
A cadeira que balança
O mundo que treme
É o pavor do toque
A lâmina brilhante de um ceifador
As mãos que se juntam
O coração que não bate
A chama que se acende na ponta
A ponta que se apaga no peito
Paranoia é o filho que não chega
Paranoia é o novelo de Ariadne
Os chifres de Medusas caladas
O silêncio que antecede o grito
Paranoia é a lágrima que não escorreu.
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